Temos amigos de todos os tipos, mas cá pra nós, ter amigo
artista é um privilégio para poucos. Da coxia dos teatros para o palco da minha
vida tive a graça de conhecer uma artista. Certa vez, lembro-me bem, ficamos
uma semana juntos realizando um trabalho voluntário. Ah! Quanto aprendizado...
numa das noites, ambos cansados pelo exaustivo serviço, veio, por parte dela,
uma proposta, algo que a relaxava muito, uma técnica que aprendera nas aulas de
teatro: sentir o crânio do outro... pensei: será que vai dar certo? Bem, fui eu
me arriscar a segurar sua cabeça e sentir seu crânio.