sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TUSCA = Tornar-se um Sem Cérebro Agora.

Vocês já ouviram falar em TUSCA? O que significa? Digo-lhes: Taça Universitária de São Carlos. É um evento esportivo que une atletas da USP e da Ufscar para competirem diversas modalidades esportivas. Pois bem, a TUSCA deveria ser chamada: “Torne-se Um Sem Cérebro Agora”. Porque, para fazer o que muitos fazem lá, só não tendo massa cefálica. Junto com o esporte, vem também a arruaça realizada pelos mais de 20 mil universitários que participam do evento. Nessa TUSCA, além dos esportes, você leva dentro do pacote: muita música, shows, bebida, droga, sexo, curtição! Uhuuul, que maravilha! É isso aí!
Essa é a educação que você sempre sonhou para as pessoas de seu país, inclusive para seus parentes, não é?
No site oficial da TUSCA, nós podemos conhecer um pouco da história, e lá diz-se que: “A TUSCA, Taça Universitária de São Carlos, é um torneio que está em sua 31ª edição e teve início na década de 70, sendo, desde lá, um acontecimento que mobiliza toda a cidade de São Carlos”.
De fato, a TUSCA tem mobilizado a cidade de São Carlos, bem como tem deixado sua população perplexa diante de tamanha baderna realizada pelos futuros profissionais de nosso país. O esporte é muito saudável e penso ser uma banalização do mesmo promovê-lo em meios tão deturpados como é a TUSCA (atualmente, falando no seu sentido não esportivo, mas pelas festas promovidas pela mesma). Um esporte prioriza a vida, e, como atleta, posso assegurar que, em um campeonato e/ou torneio, não é permitido aos atletas o uso de bebida alcoólica, nem tampouco algum tipo de droga ou coisas do gênero. O que vemos na TUSCA? Universitários bebendo, enchendo a cara e contribuindo, cada vez mais, para um mundo capitalista e consumista. Tudo isso em nome do esporte? Em nome do esporte fazem arruaça e enchem os bolsos (de maneira suja e perversa) dos comerciantes da cidade de São Carlos?
Por que, para tão grande evento esportivo, não há uma conscientização, por parte dos participantes, do quão importantes são suas vidas, bem como suas capacidades cognoscitivas? Para onde caminha nossa educação? Nas mãos de quem está o futuro de nosso país? Ao me deparar com a TUSCA, apenas faço a seguinte pergunta: esses muitos universitários envolvidos na TUSCA apenas por diversão e bagunça, qual será a ética profissional que respeitarão?
Não desmereço os alunos que estão na TUSCA para levarem um troféu e se divertirem de maneira saudável, competindo não pelo simples fato de ganhar, mas sim pela interação e oportunidade de troca de conhecimento estimulada por esse tipo de competição.
Universitário bom não é aquele que bebe e faz sexo enquanto cursa algo na universidade; mas sim é aquele que aprende algo no que cursa, para colocar à disposição do povo que, de maneira indireta, investe e contribui para a formação de cada intelectual.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jovem: uma pedra de tropeço?

Muito me preocupo com a evangelização de nossos jovens. Já nos dizia o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil: “eles estão como ovelhas sem pastores”, eles precisam encontrar em nossas comunidades um espaço para manifestar aquilo que pensam e colocar ali, em comum, seus sonhos, projetos, enfim, sua criatividade.
Falo isso por experiência própria. O jovem encontra na comunidade a família que talvez ele não tenha em casa, o amigo que ele não tem na vida, daí a importância de o tratarmos bem, entendendo-o e ajudando no que for preciso para que ele encontre um caminho seguro.
Estou ciente das dificuldades que se encontram ao se trabalhar com a juventude. Às vezes, decepcionamo-nos muito, mas eles também possuem o direito de errar – cabe a nós ajudar e fazê-los fugir do erro. Foi pensando nessa dificuldade de evangelizá-los que resolvi escrever este artigo e relatar nele um sonho de Dom Bosco, pai e mestre da juventude. Espero que este sonho lhe ajude na orientação dos jovens de sua comunidade.
Sonho de Dom Bosco entre 1871 e 1872, retirado do livro “Dom Bosco”, de Terésio Bosco, editora Salesiana:
"Pareceu-me estar numa região selvagem, totalmente desconhecida. Era uma planície imensa, inculta. Nela não se viam nem montes, nem colinas. Nas longínquas extremidades, porém, erguiam-se montanhas fragosas. Vi turbas de homens que a percorriam. Estavam quase nus. Sua estatura era extraordinária e o seu aspecto, feroz. Tinham cabelos hirsutos, longos, bronzeados, escuros. Vestiam apenas folgados mantos de peles de animais, que lhes desciam nos ombros. Por armas usavam uma lança comprida e funda.
Essas tribos dispersas ofereciam aos olhares cenas variadas: uns corriam dando caça às feras; outros caminhavam levando, enfiada na ponta das lanças, carne a sangrar. Uns lutavam entre si; outros com soldados vestidos à europeia. O chão estava semeado de cadáveres. Àquele espetáculo eu fremia...
Senão quando surgem da extremidade da planície muitas pessoas: pelo modo de vestir e de agir compreendi que eram missionários de várias Ordens. Vinham para pregar aos selvagens a religião de Jesus Cristo. Fixei-os atentamente, mas não reconheci ninguém. Foram para o meio daquela gente, mas os bárbaros, apenas os viram, lançaram-se contra eles e os mataram, espetando os macabros troféus na ponta de suas longas lanças.
Depois de ver aquelas cenas terríveis, pensei comigo mesmo: “Como fazer para converter essa gente tão brutal?
Nesse instante, vi ao longe um grupinho de outros missionários que se aproximavam alegremente dos selvagens, precedidos de multidão de jovens. Eu tremia pensando: ‘essa gente quer morrer!’. Aproximei-me deles. Eram padres e clérigos. Olhei-os com atenção, e vi que eram nossos salesianos. Aos primeiros eu conhecia. E, embora não pudesse reconhecer pessoalmente muitos dos que lhe vinham depois, tive certeza absoluta de que também eles eram missionários salesianos.
‘Como possível?’, pensei comigo mesmo. Quisera não prosseguissem. E estava ali para detê-los: temia que, de repente, lhes coubesse a mesma sorte que aos primeiros missionários. Mas notei que a sua presença causava alegria a todas aquelas tribos de bárbaros. De fato, abaixaram as armas. Depuseram toda a ferocidade. Acolheram os nossos com todas as demonstrações de cortesia. Maravilhado, dizia comigo: ‘Vamos ver como tudo isso vai acabar!’. Vi que os nossos missionários se aproximavam daqueles selvagens, os instruíam: e eles ouviam com prazer a sua palavra. Ensinavam e eles aprendiam com interesse. Admoestavam e eles aceitavam e punham em prática suas admoestações.
Quedei-me a observar: os missionários recitavam o Terço e os selvagens o rezavam com eles. Instantes depois, os salesianos foram para o meio da turba, que os rodeou. Ajoelharam-se e os selvagens, depostas as armas, também se ajoelharam. E eis que um dos salesianos entoou o canto: Laudate Maria, o lingue fedeli (louvai a Maria, ó línguas fiéis) e todas aquelas turbas a uma só voz, continuaram o canto com tanta força que eu, meio espantado, acordei."

Anos mais tarde, Dom Bosco teve a confirmação de seu sonho concretizando-o na América do Sul.
Caríssimos, ao ler esse sonho pude sonhar com uma evangelização possível aos jovens de nossas comunidades. Muitas vezes, são eles os selvagens, duros, incrédulos, entregues a tantos outros deuses. Cabe a nós imitarmos os passos de Dom Bosco, sua alegria, seu amor pela juventude, pois, só assim, iremos saber ouvir a nossa juventude e também conseguiremos ser amigos dos jovens. Somente desta maneira, acredito eu, através da amizade, podemos evangelizar nossa juventude. Reflita mais sobre esse sonho de Dom Bosco. Tenho certeza que encontrará um meio de evangelizar os inúmeros jovens que ainda estão entregues às drogas, vícios, ou seja, a uma vida ao léu. Mais do que falar do Evangelho é preciso sê-lo aos jovens.
''Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados...
Que, sendo amados nas coisas que lhes agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhes agradam...'' (São João Bosco)
Rogo a intercessão de Dom Bosco e de Maria Santíssima sobre nossos jovens. Que a intercessão chegue ao coração de Jesus, derramando sobre nossas juventudes alegria verdadeira e discernimento, para seguirem os caminhos do Senhor.
Robson Luiz Caramano de Camargo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amar?

Ultimamente o Brasil pôde assistir ao "desfecho" do "caso Bruno". Dos acusados, quase todos foram indiciados. Não é a primeira e nem a única vez que no Brasil, alguém morre ou alguém mata por causa de um relacionamento amoroso. Seria mesmo algo amoroso? Há tempos grade parte dos homens esqueceram-se do que é o amor.
Hoje, em nome do amor, há quem mate, roube, morra. Sou da opinião que a vida é uma escola, como diria a música "Tal Liberdade". No "caso Bruno", não muito diferente do "caso Eloá", aprendemos, ou melhor, notamos qual o perfil da sociedade hodierna (moderna).
Cada vez mais a sociedade, e as pessoas que dela fazem parte, estão preocupadas com a realização pessoal:"Eu quero ser feliz". Muitas vezes, ou quase sempre, esse desejo nos cega, fazendo com que nos fechemos em nós mesmos, incentivando, assim, um egoísmo ou egocentrismo como pano de fundo da realidade em que vivemos.
O egoísmo faz com que o "eu" anule o "tu" (o outro, meu irmão). Afinal, o que importa é a minha felicidade. Isso não é amor! Amar implica cuidar, querer bem; portanto, amor é uma palavra benéfica, que apenas contrói quem a usa e a vive.
Notamos, assim, que os episódios medonhos acerca dos maus relacionamentos amorosos, os quais pudemos presenciar, são as caracteristicas de um não amor, revelando-nos que as pessoas não sabem o que é amor e tampouco sabem como amar.
Fraternal abraço
Até o próximo artigo em breve!
Coragem!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Deus fala através da Juventude

E tem gente que ainda não acredita na força do Jovem, veja que beleza, Deus fala pelos jovens! Leia a letra dessa música feita por uma jovem que foi missionária na semana missionária em Julho. Paty, obrigado pela homenagem, obrigado pela amizade e parabéns pela criatividade e pela composição! Só pra constar: já pode gravar! hehe
_________________________________________________________________________

"Tem coisas que a gente não esquece
Nem se esquecer
São momentos únicos na vida
Você vai perceber

Basta fechar os olhos e lembrar
De tudo que aconteceu naquele lugar
Aprendi tanta coisa,
Vi pessoas vivendo com tão pouco, e eu, aqui a reclamar
Subi em morros que eu nunca imaginei
Vi casa que nunca sonhei
Mais eu estava lá.

Conheci uma família
Fiz amigos de verdade
Em uma semana
Naquela cidade
Sentimentos inexplicáveis
Não sei nem como falar
Os sorrisos de crianças
Querendo brincar

Vi a força de Deus agir
Demorei mais percebi
Como é bom ter o senhor aqui

E como é uma força maior
Me deu forças quando eu cai
E no seu colo caminhei por ai
Agradecendo a Deus por tudo que me deu
Os amigos que eu fiz, as pessoas que eu fiz sorrir
A família que eu tenho aqui,
Vi pessoas vivendo com tão pouco, e eu, aqui a reclamar
Subi em morros que eu nunca imaginei
Vi casa que nunca sonhei
Mais eu estava lá.

Conheci uma família
Fiz amigos de verdade
Em uma semana
Naquela cidade
Sentimentos inexplicáveis
Não sei nem como falar
Preciso sempre de vocês,
Aqui ou em qualquer lugar."
(PATRÍCIA COLOMBO)
Confiram o clip

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Na semana missionária descobri que......

Olá, amigos, estive meio distante de vocês, mas hoje venho pra deixar aqui algo especial, na semana passada estive em missão na cidade de Socorro, SP. Lá formei uma nova família, e neles descobri um pouco mais do jeito de Deus para comigo.
_______________________________________________________________________________________

Hoje descobri um pouquinho do jeito de Deus.
Deus tem o jeito meigo da Paty;
Tem a seriedade do Pedro;
A voz da Giovana Marinho;
A serenidade da Giovana Sequera;
A pureza da Rita;
A acolhida da Gabi;
A preocupação paterna do Caia;
O amor materno da Cris;
A disponibilidade do Vitor;
O olhar que transmite confiança do Everton;
A espontaneidade da Roberta;
A paciência do Federmam;
A paz transmitida pela Bruninha;
A alegria do Francisco;
A sinceridade do Fernando;
O desejo de estar junto do Luiz;
A proatividade da Letícia;
O jeito jovem de ser da Amanda;
A tranqüilidade da Nice;
A grandeza e o carinho do Rafael;
O sorriso da Isa;
E todos me mostram o quanto Deus é bom, amigo, e fiel, porque há em todos a marca da bondade, amizade e fidelidade de um Deus que me ama, que me gosta!
Obrigado família! Amo e gosto muito de vocês, obrigado por tudo!!!
Fraternal abraço,
Robinho.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Homenagem a um amigo

Olá pessoal, recentemente perdi um grande amigo-irmão, como não pude ir à missa de sétimo dia eu escrevi essa carta para a comunidade, espero que gostem e aprendam o exemplo que esse homem de Deus deixou!
___________________________________________________________________________

São Carlos, 22 de junho de 2010
Estimados irmãos em Cristo,
Paz e bem!
Por ocasião dos compromissos que assumi neste final de semestre não pude estar com vocês para celebrar essa missa de sétimo dia de nosso irmão-amigo Aluysio. No entanto, quero que saibam que estou unido, a vocês, em comunhão e na oração, por isso escrevi uma singela mensagem:
“As pessoas sempre deixam um pouco delas dentro de nós; na verdade não perdemos amigos ou pessoas, mas descobrimos o quanto deles havia em nós... o que construímos é o que fica...
O Aluysio ou o ‘Lu’ como, carinhosamente, nós o chamávamos, partiu dessa vida temporal, mas deixou dentro de cada pessoa que com ele conviveu a alegria de servir ao Senhor e a sede pela santidade.
Lembro-me quando ele e a Rosana tinham um grupo que se chamava ‘sementinha’... Eu fiz parte desse grupo! Hoje ando pelas cidades e grupos espalhando o que deles um dia recebi. Se eu pudesse resumir todo o trabalho do Aluysio em nossa paróquia diria que foi uma pessoa que plantou sementes! Sementes que não podem deixar de ser semeadas a partir de agora; sementes de alegria, esperança e superação. O Aluysio foi ao céu cuidar e interceder pelas plantas que um dia plantou: eu e vocês amigos e irmãos. Tenhamos, pois, a certeza de que ele está a interceder por nós junto a Jesus.
Quem não gostava de ir às missas das 9h15 só para vê-lo tocar teclado e gaita, ou para ouvir a maneira maravilhosa como cantava?
Pois bem, talvez não o vejamos mais nesta vida, porém, o seu som jamais deixará de embalar nosso coração gerando em nossa vida um cântico de agradecimento e de carinho por um homem, um pai, um amigo, um irmão, que passou em nossa vida e semeou sementes de santidade e de amor.
Obrigado Aluysio, que o Senhor lhe acolha no céu; e a nós, que cá ficamos, possamos ver em sua pessoa alguém que não mediu esforços para trabalhar pelo reino, doar-se pela comunidade e levar Jesus a muitos corações!”
Sem mais, quero desejar, aos familiares e amigos, força e coragem, bem como dizer-lhes que podem contar com minhas orações e amizade.
Deus lhes abençoe e que Maria os auxilie sempre!
Fraternal abraço,
Robson Luiz Caramano de Camargo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meios de comunicação ou meios de alienação?

A mídia atual comemorou no dia 05/05, o Dia Nacional das Comunicações. Normalmente, quando alguém comemora seu dia de aniversário, há festa, presentes etc. O que merece a mídia?
Seria injusto da minha parte, incorrer no memsmo erro da mídia: generalizar as coisas. Existem muitos meios sérios de comunicação; no entnato, há também aqueles cujo objetivo não é educar para a justiça nem tampouco para a vida.
Muitos meios de comunicação, dentre os quais o mais "perigoso" é a televisão, têm como objetivo o interesse da maior audiência; para tanto, expõem a público as fraquezas das pessoas mais influentes da sociedade.
Quando não deturpam a imagem de uma instituição, (Como temos percebido atualmente), usam as fraquezas dos pobres para torná-los "palhaços" diante do "picadeiro" dos estúdios.
O triste é saber que grande parte da população aplaude, em pé, tais fatos, e acaba por legitimar uma mídia conspurcada (suja).
Na tentativa de responder à pergunta feita no primeiro parágrafo deste texto, eu diria que não sei qual presente a mídia merece. Você, o que daria? Mais ética, mais humanidade...seria um bom presente talvez.
O que eu poderia dar aos meios de comunicaçã? Ainda preciso pensar, com um pouco de calma, porém sei o que muitos deles têm oferecido a nós...Exalto os programas e meios educativos, mas é, com pesar, que, ao parabenizá-los, saúdo também, alguns meios que são tão depravados e meros consumidores de dinheiro.
É urgente a necessidade de termos uma mídia livre de corrupção, livre de todo e qualquer ato antiético. Lutemos por uma sociedade cujos membros se empenhem por formar cidadãos críticos e não pessoas "critiqueiras".

Robinho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deus cuida de nós através de seus representantes.

Sei que é difícil consentir com o título acima, porém esse é um texto que publiquei na revista da comunidade católica de aliança e vida: Alpha e Ômega. Deixo as atuais discussões para o proximo artigo que será postado em breve.

________________________________________________________________

Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração

É antiga a visão de que Deus tem por cada um de nós um amor eterno, um amor que vai além de nossa aparência e nosso pecado, um amor misericordioso. É por conta desse amor que Ele não nos deixa desamparados.

Sempre me admiro com as passagens do Antigo Testamento,nas quais Deus se relacionava com seu povo e ainda mais no Novo testamento quando o próprio Deus vem até nós e nos mostra a maior prova de amor.

No livro do profeta Jeremias Deus diz ao povo: “Vos darei pastores conforme o meu coração, que vos apascentarão com conhecimento e prudência.” (Jer. 3, 15) Deus promete ao povo dar-lhes alguém que cuide por Ele, eis então a função do pastor, ser para o povo expressão do amor divino.

O desejo do Pai é que tenhamos sempre mais pastores segundo o seu coração de Pai e não de acordo com o coração dos homens, trazemos em nós interesses pessoais positivos e negativos, por isso, seria um perigo formarmos pastores segundo o nosso coração.

Todo o ensinamento bem como o aprendizado é um discipulado no qual mestre e discípulo conhecem, aprendem e experimentam juntos, o amor de Deus para com eles, e é isso que faz com que o mestre forme e eduque seu discípulo não alicerçado no seu próprio pensamento, mas naquilo que é o desejo do Pai. Por isso o formador deve ser dócil a voz do Espírito Santo, pois assim sempre cumprirá com a vontade de Deus.

Ser pastor implica ser possuído pelo amor de Deus e acreditar que o Pai lhe confia um rebanho e esse rebanho deve ser amado, respeitado e sobre tudo conduzido para uma libertação, para o encontro com o Criador. Neste ponto convido você, caro pastor, a refletirmos como tem conduzido suas ovelhas, o rebanho que o Senhor lhe confiou?

São questionamentos que mexem conosco, porém podem ser respondidos tranquilamente quando nós, pastores ou ovelhas, temos pelo Senhor um amor que preenche nosso vazio e nos conduz sempre mais à perfeição, à eternidade.

Talvez o questionamento que surge é, quem são os pastores? Na tentativa de responder-lhe diria que, os pastores hoje são todos aqueles e aquelas que estão a frente de um povo, são os padres, bispos, diáconos, religiosos e religiosas e tantos outros leigos e leigas consagrados ou não que tem por missão zelar por um povo, um rebanho que o Senhor os confiou.

Apresentado isso podemos prosseguir em nossa reflexão e para tanto quero recordar quando certa vez fui me despedir de uma jovem e ela me disse:

- Se cuida viu, os operários são poucos, mas os que são possuem um valor imenso!

O povo espera muito dos pastores e eis um grade perigo para eles, pois se não estiverem de acordo com o coração de Deus irão enganar o povo e fazê-los sofrer. Ao mesmo tempo que é um perigo é um convite para sempre mais estarem de acordo com o desejo do Pai.

Toda essa reflexão que possa ter parecido ilusória de mais pode e deve ser concretizada a partir do momento em que tivermos mais pastores conscientes desse amor de Deus para com eles e para com o povo, só assim o pastor será amante de Deus e nada mais importará senão cuidar do povo e amar a Deus.

Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide dos meus cordeiros. Jesus perguntou de novo a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Tome conta das minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: Senhor, tu conheces tudo, e sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide das minhas ovelhas” (João 21: 15 a 17)

E nós? Amamos o Senhor? Então cuidemos de suas ovelhas com toda nossa vida e coração.

Robinho.