segunda-feira, 26 de março de 2012

A sala 15


      As luzes fortes... as cores claras que pintavam as paredes... uma moça vestida de branco... e logo mais a frente um homem com os mesmos trajes: jaleco, calça, camisa e sapatos brancos. Isso me fazia crer que eu entrava em um hospital... que alívio! A dor seria sanada, o sofrimento resolvido: estava em boas mãos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Quixote ou Sancho? - seria loucura? -


Já era noite, o sereno caia e o silêncio pairava... depois de alguns estudos, resolvi dar um tempo para o cérebro e o deixei descansar refletindo as palavras de um bom e antigo clássico da literatura espanhola: Dom Quixote de La Mancha. Qual não foi minha surpresa, comecei a identificar ali muito de nossa sociedade atual.

terça-feira, 13 de março de 2012

Histórias que não passam...


Certa vez me ocorreu um fato no qual pude aprender bastante, embora essa história tenha se passado já há algum tempo. Penso que existem momentos na vida que são capazes de marcar nossa história e ficam registrados em nossa mente não para que vivamos em um saudosismo, mas para termos a coragem de viver novas aventuras, para vivenciarmos mais momentos marcantes.

quinta-feira, 8 de março de 2012

2012 O ano da Juventude

É com alegria que por razão do 14º encontro nacional de presbíteros a Igreja, através de Eduardo Pinheiro da Silva, sdb, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, conclama todos para fazermos do ano de 2012 o "Ano da Juventude". Leia e divulgue esta carta, tire uma cópia entre ao seu pároco..vamos animar nossos jovens...e mostramos que a Igreja é viva, a Igreja é jovem!

domingo, 4 de março de 2012

O menino e a 'bike'


      Quando criança há uma brincadeira que todos adoramos: andar de bicicleta, quando descobrimos esse veículo nos sentimos independentes... ah! Lembro-me com saudade das primeiras pedaladas, quando tiraram as rodinhas que sustentavam as outras duas rodas maiores... nossa quanta emoção... quantos tombos, em alguns deles eu até gritei mãaaaaaaaaaaaaaaaaaeeeeeeeee... mas em outros ela não estava por perto e por mais que eu gritasse seria em vão.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Esperar Sempre (Parte 1)

“Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa, só Deus não muda! A paciência tudo alcança, quem tem a Deus nada lhe falta, só Deus basta.”                                                                                                                                                                                                                           (Santa Teresa de Ávila)


Certa vez, eu me despedia de uma comunidade quando na sacristia da capela uma mulher me abordou dizendo: “eu vim aqui para lhe agradecer pelas palavras que você disse em sua reflexão hoje... quero agradecer-lhe por toda oração neste ano... e lhe pedir que nunca deixe de dizer às pessoas o quanto Deus pode fazer em suas vidas, porque o nosso Deus é o Deus do impossível... e digo isso porque, não sei se você se lembra quando contei que meu sonho era ser mãe, mas eu não podia ter filho? – tentando puxar na memória esse dia consegui me lembrar com clareza e dei sinal com a cabeça que sim – pois bem, disse ela, tenho rezado, acreditado em Deus e venho aqui testemunhar um milagre em minha vida: estou grávida!”

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

'Se chorei de saudade foi porque amei...’

Há alguns dias fui rever amigos no vale do Paraíba, viagem longa, mas muito importante, afinal, rever amigos é fortalecer nossa história. Após me despedir de cada um deles, segui para o terminal rodoviário, entrei no ônibus e um sentimento de saudade se apossou de mim.  

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Deixa as migalhas caírem

Zona Leste paulistana, porém, casa simples como da fazenda, não só na estrutura como também nas guloseimas, café passado na hora, bolo, pão feito em casa, coisas feitas com carinho no campo, na mesa de uma senhora paulista, apesar de estar numa das cidades mais movimentadas, a dona daquela casa teve um tempo para nos contar sua história.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É um pedaço de nós que deixamos com os outros...

Há poucos dias voltei de uma missão e ao visitar uma das casas, conheci uma senhora muito simpática chamada Maria do Carmo, que veio de Portugal quando tinha 21 anos; ao partilhar de sua vida contou sua história, emocionante, por sinal, não apenas contou de seu passado, também disse de seu presente, dos filhos, dos netos ... e por falar em netos, ela contou uma história curiosa que tenho certeza: já aconteceu com todos um dia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

As primaveras da vida

Era mais um dia como outro qualquer, meu destino naquele dia não era minha casa, mas sim o terminal rodoviário de Campinas, cheguei ao ponto de ônibus, não havia muitas pessoas por lá, logo alguns universitários se juntaram ali e pela conversa pude notar que eram da área de pedagogia.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Recebendo uma Cruz

Era madrugada... o sol ainda nem dera seus primeiros sinais no ocidente... ao longe, jovens andavam pelas ruas vazias de uma cidadezinha do interior paulista... alguns nas ruas, outros já agrupados... andando para onde? Agrupados para quê? Para uma grande missão: acolher a Cruz da Jornada Mundial da Juventude de 2013.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jovens testemunhas de Cristo

O sol mal acabava de se pôr, nós no alojamento já estávamos nos aprontado para caminhar até o local onde se realizaria as catequeses. Mochila nas costas, águas nas mãos saíamos alegres, cantando, rumo a um aprendizado para nossa vida e fortalecimento de nossa fé.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Programação para o dia 18

É isso aí pessoal! Está chegando o dia em que nós iremos acolher a Cruz da JMJ 2013 que chega ao nosso país no dia 18 de setembro, domingo próximo, confira a programação para este dia tão especial:

A JMJ 2011 e seus frutos

Há quase um mês do acontecimento da Jornada Mundial da Juventude soube nestes dias de um grande fruto deste encontro, fruto esse que se deu por um simples gesto. Conforme a matéria publicada no site da diocese de São Carlos, um casal espanhol enviou um e-mail agradecendo dois peregrinos de nossa diocese que lhe deram um cd de músicas do Congresso Eucarístico Diocesano, gravado em 2008.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O vigia e o cão

Você já conseguiu sonhar acordado? Talvez pelo cansaço do dia que teve ou pelas preocupações que acercam a mente, nossa capacidade criativa, alojada em nosso inconsciente, é capaz de vir à tona e lhe abre espaço para um sonho acordado. (não digo isso com embasamento psicológico, mas com comprovação empírica). Hoje um sonho acordado me chamou a atenção e explico o porquê contando o à você:

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As borboletas e os carros

Semáforo no vermelho... pessoas... semáforo aberto, carros, buzinas, fumaça, motocicletas...meu Deus, que loucura! Quem já teve a oportunidade de estar nem que seja por um dia na cidade de São Paulo pode notar o quão estressante é andar por suas ruas sempre abarrotadas de gente, bem como o infernal barulho produzido pelos milhares de carros que em questão de minutos trafegam pelas ruas e avenidas.
Mesmo diante desse frenesi todo, as vezes parece que do céu vem uma brincadeira de caça ao tesouro e então, é como se Deus permitisse que um sinal de esperança e paz viesse pousar em meio a essa correria toda. E quão bela, e quão delicada... uma borboleta em meio aos carros...
Esses dias, eu estava a conversar com uma amiga que mora na cidade de São Paulo e ali partilhando de nossas vidas, ela deixou “escapar” de sua boca a seguinte frase: “’tenho pensado muito em borboletas...quase sempre vejo uma ou outra... é tão difícil ver borboletas em meio a tantos carros... quando vejo uma a admiro, pois a vejo como um sinal de esperança.”
Estupendo! Magnífica frase! Quase que nem consegui prestar atenção no resto de nossa conversa, essa frase me fez viajar e porque não pensar em quantos carros em minha vida tem cerrado minha visão e a impedido de vislumbrar as borboletas. Ao ouvir essa fala pude também me recordar do que dissera o autor do livro O pequeno príncipe : “...é preciso suportar uma ou duas larvas se queremos ver a beleza das borboletas.”
A vida, é bem verdade, não é feita de rosas, nem tudo é tão belo como sonhamos, nem tampouco romântico como vemos nos contos de fadas, porém podemos fazer com que a vida seja mais bela, deixando-a com um toque especial, não porque só conseguimos ver aquilo que nos impede de enxergar o que é belo, mas sim, porque em meio a tantos obstáculos conseguimos enxergar o essencial.
Não deixemos que a beleza da borboleta em meio aos carros se perca. Admiremos sua suavidade, suas reviravoltas. Assim fazendo, estaremos nos treinando para enxergar as pequenas coisas que nos impulsionam para as maiores realidades. Pois, somente valorizando e percebendo as pequenas coisas, chegaremos às maiores.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O pentecostes

Durante os dias da Jornada o que mais me impressionava era a diversidade de línguas e culturas, povos de diversas nações reunidos em uma só fé. Confesso que no segundo dia de Jornada não era possível nem mesmo entender o português, mas com o passar do tempo os ouvidos foram se acostumando, afinal, dependendo do lugar em que estávamos, ouvíamos de seis a sete línguas ao mesmo tempo.
Certa vez, quando caminhávamos para ouvir uma das catequeses, entramos no metrô e pudemos nos deparar com um número muito expressivo de jovens, tinham ali juventudes de aproximadamente cinco países diferentes; todos estavamos muito alegres e entusiasmados... nos lábios cada povo trazia uma canção religiosa cantada em seu país.
Nesse momento me veio ao coração a passagem bíblia descrita pelo evangelista Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos que diz: “E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas...” posso afirmar que esses seis dias de jornada foi uma experiência profunda do pentecostes na Igreja.
Cada um falava em sua língua, alguns poucos arriscavam algumas palavras num idioma que não era o seu, mas eis a graça, eis o milagre: mais de dois milhões de jovens, cada um falando em sua língua, mas se entendendo através de uma única expressão de linguagem: o amor.
Mesmo que não entendêssemos a língua um dos outros, enquanto cristãos sabíamos que falávamos uma única língua, e esta prevaleceu e foi muito usada nessa jornada, que é a linguagem do amor expresso na caridade de muitos peregrinos jovens. Muitas pessoas passaram mal, por conta do tempo quente e seco, mas como era bonito ver os irmãos se ajudando.
Uma cena que ficou em minha mente foi quando na vigília com o Papa, o sol nem havia se posto quando perto de mim estava uma menina passando mal, ela falava o espanhol, porém, a pessoa que a conduziu até perto de onde eu me encontrava falava o francês... como vi a menina ser abanada por uma camisa, peguei o leque que estava na mochila de uma das meninas do meu grupo e fui ajudar a refrescar a moça.
Cheguei, e fiquei ali por quase uma hora, quando a moça, que estava sentada pediu para se deitar, apoiando sua cabeça em minha perna ela permaneceu ali, deitada e eu a abanar... eis que então chegou a médica, que falava inglês, e então começou o pentecostes, para ajudar a moça fizemos o seguinte, um dos que estava conosco traduzia do espanhol para o inglês, a médica por sua vez passava as instruções para um holandês que falava francês e que traduzia para a mulher que naquele momento estava como responsável da jovem...bem, ela foi medicada, seus amigos chegaram e tudo correu bem.
Porém, pouco antes de tudo isso acontecer ela fez uma pergunta que me fez pensar ainda mais no pentecostes, ela disse: você não está cansado de ficar aí me abanando? Ao passo que respondi um simples e objetivo não, porém fiquei a pensar nessa pergunta e me veio uma resposta ao coração que não disse com palavras, mas tentei mostrar nos atos, qual a resposta? Quando se faz o bem não se cansa.
Eis a chave para entendermos o pentecostes! Os discípulos estavam alegres demais, cada um falando em sua língua própria, porém, todos se entendiam. E é assim ainda hoje na Igreja, muitos povos, muitas nações, mas todos nos entendemos porque o que fundamenta nossa fé não é uma mera gramática ortográfica, mas sim uma gramática que não se encontra nos livros e sim na vida de cada cristão que consegue expressar a linguagem do amor.