quarta-feira, 13 de abril de 2011

E vos darei descanso!

Havia alguns gregos, entre os que tinham subido para adorar, durante a festa. Eles aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia e lhe pedriam: "Senhor, queremos ver Jesus!" Filipe vem a André e lho diz; André e Filipe o dizem a Jesus. Jesus lhes responde:
"É chegada a  hora em que será glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto.
Quem Ama sua vida a perde e quem odeia sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém quer servir-me, siga-me; e onde estou eu, aí tambpem estará o meu servo.
Se alguém me serve, meu Pai o honrará. (...) É agora o julgamento deste mundo, agora o príncipe deste mundo será lançado abaixo; e, quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim.
(João 12, 20-26. 31-32)
      Nós poderíamos dividir essa passagem em duas partes. Na primeira refletiríamos sobre o fato de que os gregos vão até Filipe e na segunda analisaríamos a resposta de Jesus aos discípulos Filipe e André. Sabemos que se aproximava o dia da Páscoa, os judeus e todo o povo ia a Jerusalém onde poderiam se preparar para bem fazerem a memória da libertação.
      Ir a Jerusalém antes da Páscoa era tradição, mas naquele ano, o trigésimo terceiro de Jesus, havia uma novidade e um motivo a mais para se estar em Jerusalém, e esse motivo era a presença de Jesus.
      A interpretação nos permite concluir que muitos iam ao templo para se prepararem para a festa, no entanto, também, muitos tinham a curiosidade de conhecer esse tal Jesus de Nazaré. Essa conclusão fica muito clara no capítulo 11,56 do Evangelho de João, no qual é narrada essa ida do povo até Jerusalém - “Eles procuravam Jesus”.
      O povo queria fazer uma experiência com aquele que ressuscitou mortos, curou cegos... e então entramos na primeira parte de nossa reflexão: os gregos vão até Filipe para verem Jesus. Filipe é um dos apóstolos que possuía um carisma todo especial, que era levar pessoas a esse encontro com Jesus. Haja visto que fez com Natanael, como vemos em João capítulo 1 versículo 45-46:

Filipe encontra Natanael e lhe diz: “Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas: Jesus, o filho de José, de Nazaré”. Perguntou-lhe Natanael: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe lhe disse: “Vem e vê”.
      Filipe não apenas anunciava, mas, também, quer que as pessoas conheçam Jesus muito de perto. Talvez por isso os gregos o procuraram para que ele mostrasse Jesus. O Papa Bento XVI nos dá uma lição bonita sobre esta suplica dos gregos a Filipe. Diz o Papa:
     

Isto nos ensina a estar sempre dispostos tanto a receber perguntas e inovações de onde quer que venham como a dirigi-las ao Senhor, o único que pode satisfazê-las completamente. É importante, de fato, saber que não somos nós os destinatários últimos das orações dos que nos cercam, mas que é o Senhor: a ele devemos dirigir todo aquele que tem necessidade. Quer dizer, cada um de nós deve ser um caminho aberto para ele. (Audiência geral, 6 de setembro de 2006, praça de São Pedro)
      Uma frase de nossa ‘segunda parte’ complementa essa fala do Papa e, também, nos dá margens para pensarmos agora sobre a resposta de Jesus. Lemos assim no versículo 32: “Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim”. Jesus faz uma profecia: reunir em si toda a humanidade; esse versículo me faz lembrar o versículo 28 do capítulo 11 do Evangelho de Mateus que diz: “Vinde a mim vós que estais cansados e eu vos darei descanso” (Mt 11,28).
      Se por um lado somos convidados a morrer verdadeiramente para aquilo que é pecado em nós, para aquilo que nos impede de chegar a verdade que nos liberta, essa morte pode ser que nos cause tristezas, afinal nos desprenderemos de nossas seguranças, por outo lado o próprio Cristo se apresenta como consolo de nossa ‘morte’.
      Morte aqui neste texto de João simboliza vida, pela morte Jesus revela o amor do Pai, através da morte encontramos a vida eterna. Para que precisamos morrer para gerar mais vida em nós e naqueles que estão em nossa volta? Olhando para Filipe, vendo os gregos que vão até ele para verem Jesus, também podemos nos questionar: quantas pessoas chegam até mim cansadas, angustiadas, precisando conhecer aquele que é o tudo de suas vidas, diante delas como as conduzo para uma experiência com o Ressuscitado?
      Ainda fazendo uso das palavras do Papa encerro esse texto, que não esgota as respostas para as perguntas, mas podem nos dar um caminho para refletirmos ainda mais sobre elas. Diz o Papa:

O objetivo de nossa vida deve ser encontrar Jesus como Filipe o encontrou, tentando ver nele o próprio Deus, o Pai Celeste. Se não fizermos este esforço, só veremos projetada a nossa imagem como um espelho e estaremos cada vez mais sozinhos! Em troca, Filipe nos ensina a deixar-nos conquistar por Jesus, a estar com ele e a convidar também aos outros a compartilhar esta indispensável companhia. E vendo e encontrando a Deus, encontraremos a verdadeira vida.
      Que possamos ter o desejo dos gregos, desejo de conhecer Jesus, a abertura de Filipe para recebermos as pessoas que chegam até nós e as levarmos até o Cristo, e que tenhamos a certeza de Jesus, de que um dia, estaremos na glória coroando assim nossa existência com o prêmio da vida eterna.



FONTE:
- BENTO XVI. Os Apóstolos e os primeiros discipulos de Cristo. Tradução: Gian Bruno Grosso. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010.

- BÍBLIA DE JERUSALÉM. Ed. 4. São Paulo: Editora Paulus. 2002.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Chacina no Rio

      O Brasil encontra-se em luto, pois ontem 7 de abril de 2011, cerca de 11 crianças e adolescentes foram assassinados em uma escola na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Se você ainda não está por dentro do acontecido confira a reportagem veiculada pelo Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão clicando aqui.
      Eu sei que este artigo era para ser sobre desilusão, mas os fatos do momento nos levam a um questionamento sobre a realidade das crianças, adolescentes e jovens de nosso país.
      O Ministério da Justiça publicou em fevereiro deste ano um levantamento acerca da violência no meio juvenil, o documento está intitulado como “Mapa da Violência 2011”. Nele podemos perceber que 63% dos jovens do Brasil morrem devido a violência. É um número alarmante e ao mesmo tempo questionador.
      Por que há tanta violência contra nossos jovens? Como temos contribuído para que esse dado possa ser menor? O que teria levado esse rapaz a assassinar tantas crianças e adolescentes no Rio de Janeiro? Por que se assassina alguém?...
      De acordo com testemunhas, Wellington Menezes, autor dos assassinatos na escola do Rio, era uma pessoa que durante sua infância e adolescência não possuía muitos amigos. Por ter um comportamento estranho e um jeito de ser que o diferenciava dos demais estudantes de sua época ele era muito zombado na escola, sobretudo, pelas meninas.
      Talvez esteja aí uns dos porquês de Wellington ter retornado anos mais tarde na mesma escola e, poderíamos dizer assim, vingar-se dos estudantes de lá. Se esse testemunho é verdadeiro podemos classificar toda essa problemática enfrentada por Wellington como o famoso bullying.
      Ele é muito presente nas escolas e acontece quando zombamos de alguém ou até o agredimos porque não aceitamos sua opção sexual, não aceitamos seu modo de se vestir, não aceitamos sua cor, raça. Bullying talvez possa ser tema para um próximo post, mas por hora, isso me faz lembrar uma frase bíblica que diz: Não olhe para o cisco do olho de seu irmão antes de arrancar a trave que há no seu.
      Palavra forte e talvez um tanto que moralista, mas é bem por aí, ao invés de julgarmos as pessoas porque não nos aproximamos delas e tentemos ajuda-las? Se você é cristão, coordenador de grupo de jovens, catequista, integrante de algum grupo ou movimento, como seu grupo tem trabalhado com as diferenças?
      É triste chegar a tal conclusão, mas muitas vezes temos belas palavras em nossas reflexões, em nossos grupos, mas elas ficam presas nas quatro paredes de nossas Igrejas ou locais de reunião. Isso nos impede de abrirmo-nos ao diferente. E como acolhê-lo? Mostrando-o que ele é importante para a Igreja, para a sociedade, para a comunidade. Fazer com que ele se sinta alguém. Todo jovem, ou quase todos, querem ser notados, querem por a mão na massa, falta-lhes quem lhes dê espaço.
     Sabemos que somente oração não ajuda é necessário também obras. (cf São Tiago 2,17) Essas obras nem sempre passam apenas por uma boa direção espiritual, mas também devem conduzir o jovem, o adolescente, a criança, para um acompanhamento profissional no âmbito psicológico, psiquiátrico e ciências afins.
      Às famílias das vítimas do Rio ofereço minhas orações, bem como peço a você querido leitor (a) que reze por eles, mas que também faça algo para que outras cenas como esta não se repitam em nosso país, em nosso mundo. Ame mais, acolha mais!
Fontes:
Sagrada Escritura
Mapa da Violência 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

A vida por um fio


          A Igreja tem se empenhado, embora sem muita repercussão, na divulgação de uma campanha permanente, a campanha consiste em lutar contra a violência e extermínio de jovens; muito interessante essa mobilização, mas hoje quero mostrar-lhes um outro lado da violência.
Geralmente quando ouvimos ou falamos contra a violência imaginamos logo algo que seja externo a nós, ou seja, alguém nos faz um mal ou vice-versa. Agora, o que fazer quando a violência é causada por nós e contra nós?
          Assustei-me ao saber que o suicídio é a segunda causa pela qual os adolescentes morrem; ainda hoje, esses dias na faculdade o assunto foi suicídio, e quando a palavra jovem foi citada aí então começou o alvoroço... Todos queriam falar da preocupação com os inúmeros jovens que ou concretizam o ato ou então tentam se suicidar. E por que essa atitude?
          Muitos jovens buscam essa alternativa não porque querem morrer, mas sim pelo fato que desejam mudar de vida ou colocar fim aos problemas. Não sei se estou errado em dizer, mas penso que se suicidar é um grande ato de violência, não apenas porque fere o corpo, mas sim pelo fato de que o coração já está ferido faz tempo por um sentimento de desvalorização ou por uma desilusão, dado às vezes pela perda de uma pessoa querida e frustrações.
 A morte não é a primeira alternativa de um jovem que está cheio de problemas, se ele chega ao ponto de querer morrer é porque nesse momento o seu ‘eu’ já não encontra mais espaço dentro de si para acumular dores e sofrimentos causados por más relações estabelecidas com sua família, amigos e consigo mesmo.
Essa violência (bem entendido que até hoje nunca vi esse termo violência para suicídio) está mais presente do que nunca em nosso meio; uma das maiores causas é a desilusão, e isso será tema do próximo post, mas enquanto isso, quero saber de você, o que você acha sobre o suicídio entre jovens? Já teve alguém que você conhece que tenha se suicidado ou tentado o suicídio? Você entende como violência para consigo mesmo o ato de se suicidar? Na sua opinião porque há esse desejo? Qual o maior motivo pelo qual as pessoas, sobretudo, os jovens suicidam-se? Deixe aqui seu comentário, ele será muito útil para a próxima postagem.
Deus o (a) bençõe!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tudo posso, mas nem tudo me convém!

“Tudo me é permitido”, mas não me deixarei escravizar por coisa alguma
(1 coríntios 6,12)
    Isso me parece ser um bom conselho de São Paulo! Muitos pregadores, sacerdotes, coordenadores de pastorais e movimentos de nossa Igreja pregam uma teologia do não, na qual o discurso central é: NÃO pode fazer isso, NÃO pode fazer aquilo...está aí, “Tudo me é permitido”, porém....não me deixarei escravizar por coisa alguma.
    Muito bem, no artigo "Sexo agora? Fala sério!" eu mostrei como nossa sociedade tem visto os jovens de hoje, e levantei o problema: como evangelizar? Confesso que por um instante achei que pregar a castidade para os tempos atuais estava ultrapassado e sem força alguma, mas cheguei a conclusão de que a castidade é o caminho para começarmos a evangelizar uma juventude ‘presa’, emaranhada (misturada) no sexo.
    Trazer a castidade não apenas como algo que nos impede de praticarmos o sexo, mas sim como meio pelo qual nos tornamos mais dignos enquanto pessoa, enquanto filhos (as) amados (as) do Pai. Viver a castidade está para além da relação sexual.
    Segundo o Catecismo da Igreja Católica, no artigo 2.348 todo batizado é chamado à castidade, ainda neste capítulo lemos: “ O cristão ‘ se vestiu de Cristo’, modelo de castidade.” Ou seja, nós enquanto batizados somos vestidos de Cristo, Ele está impresso em nossa vida, em nossas atitudes, graça essa que só nos é concedida pelo batismo.
    Muito interessante essa visão; note que ela é bonita e forte demais para nós, cristãos, mas e aqueles que se dizem sem religião? E aqueles que não professam a mesma fé que nós ou então não acreditam em nada disso? E esse é o principal problema, porque falar para os jovens que estão na Igreja já está difícil, imagine falamos para aqueles que preferem não trocar uma ideia sobre esse assunto de religião. Complicado! Mas não impossível.
    O Catecismo da Igreja está certíssimo quando diz que somos chamados para a castidade, quem sou eu para discordar de anos de estudo, discussões;  mas tem uma falha, falha esta que não está diretamente ligada ao catecismo, mas sim aos que o interpretam. Temos no Catecismo um modelo, é como se o Catecismo fosse um microondas, o temos, mas de nada vale se não sabemos os métodos de como utilizá-lo; ou seja, temos o catecismo, mas falta-nos como aplicá-lo na vida. Por isso se torna difícil falar aos que estão na Igreja, porque podemos falar e ensinar aquilo que a Igreja, a Escritura diz, mas se não tivermos uma metodologia para que o nosso falar se torne uma prática constante na vida da juventude, o nosso pregar é em vão, porque eles ouvirão, vão querer viver, mas vão se frustrar quando não resistirem a tentação e realizarem um ato sexual. Veja, é preciso mais do que ficar preso às belas e profundas palavras do Catecismo, é preciso dar vida à elas, fazendo com que elas ecoem não nos ouvidos dos nossos jovens, mas sim na vida de cada um deles.
    Não importa se são católicos, protestantes, pentecostalistas, progressistas, emos, roqueiros, skynhead.... não importa a condição religiosa ou ideológica, importa a dignidade e a valorização que o (a) jovem irá receber ao viver a castidade.
    Como falar da castidade hoje? Qual o método para aplicar a teoria na vida? Porque mesmo não sendo um cristão batizado e não participando de Igreja nem movimento algum, preciso viver minha castidade?

Sexo agora? Fala sério!

    Qual é o jovem que não gosta de festa? Qual é o jovem que não quer estar na companhia de bons e velhos amigos, as vezes nem precisam ser tão velhos assim, basta que estejam conosco, tenham os mesmos gostos que os nossos, sejam legais, etc, etc...Tudo isso é muito bom, muito produtivo, nos faz valorizar as amizades e também as pessoas. E nesse ponto eu paro para perguntar, será que o carnaval de 2011 consolidou (tornou sólido, seguro) nossas amizades, nossas relações? Vamos valorizá-las e sermos valorizados?
    Bem, mas pouco importa.. hoje o lance é beijar, transar, ficar... relações com poucos sentimentos, porém com muitos interesses. Depois de Freud, eu arriscaria dizer, ficou difícil ‘segurar a barra’.... o sexo está aí, exposto nas ruas, através da moda, na mídia, através dos programas, comerciais, etc.
    O maior questionamento que tenho e que me faz escrever estes textos para vocês é que estou começando a me preocupar com a evangelização dos jovens no meio dessa sociedade do sexo.... a todo instante, quando ligamos a Tv, quando vamos assistir um filme, quando saímos com a namorada (o), vemos sexo, logo pensamos sexo e....muitas vezes pensamos no que vemos e fazemos o que pensamos. E aí, como falar de Deus, castidade, nesse mundo? Como ajudar os nossos jovens a errarem menos?
    Errarem menos? Então transar é pecado? É errado? Que papo de cora! Ao encontro dessas perguntas diria: Será que realmente somos desejosos de sexo ou isso é uma ideia que nos impõem? Bem, talvez você que lê esse texto agora possa achar meu pensamento um tanto ultrapassado, mas estamos aí para debater o tema e juntos chegarmos a uma conclusão desse assunto muito polêmico e pouco falado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“O Senhor é meu Pastor e nada me faltará” (Sl 22/23, 1)

    Queridos (as) irmãos (ãs), amados jovens: domingo, voltei de uma missão; fiquei na Zona Leste de São Paulo durante dez dias e conheci realidades de pobreza; uma coisa é você ouvir falar da miséria, outra coisa é você entrar na realidade e na casa do pobre. Veio ao meu coração uma frase de Dom Helder Câmara: “Prego para um povo que clama: o Senhor é meu pastor e nada me faltará, mas quando olho à minha volta vejo que falta tudo!”.
    Estimado (a) amigo (a): talvez aquele povo não tenha o material; mas todos acreditam que Deus está presente, como Pastor zeloso e cuidadoso. Um testemunho que muito me marcou foi de um senhor que visitei, cujo parente teve a casa inundada, na Zona Norte; ele me dizia: “é incrível, porque, todo ano, eles sabem que a chuva vai vir e acabar com tudo, mas, não tendo para onde ir, precisam sempre ter forças para se reerguer, mesmo todo trabalho indo embora, na próxima chuva”. Podem perder tudo, mas sabem que Deus é a força, é o auxílio.
    Quando lemos o Salmo 22/23, vemos que Davi coloca esse Pastor como o próprio Deus e faz isso baseado nas experiências que o povo fez no Antigo Testamento; agora, no Novo Testamento, esse Deus é um Deus que se encarnou no seio de Maria, fez-se homem como nós, chegou até nossa humanidade e nos chama de amigo, irmão.
Jesus é a concretização de toda a ação pastoril de Deus, ou seja, tudo aquilo que Deus realizou para o povo, todo o cuidado que teve, agora se torna mais intenso, não apenas realizando sinais, mas dando ao seu povo amado a salvação eterna, que vem através de Jesus.
    O verdadeiro pastor cura nossas feridas, nos dá remédio, vai atrás das ovelhas que se perderam, perdoando-as... Assim é o retrato do pastor, trazido pelo profeta Ezequiel, no capítulo 34, versículo 4. Dessa forma, quem tem o Senhor por seu pastor tem a certeza de que ele nunca o (a) abandonará, mas, ao contrário, irá cuidar de si, de sua vida. Isso, se nós permitirmos que ele seja o Senhor de nossa vida, o pastor de nosso caminho.
    
Três pontos norteiam essa nossa reflexão sobre o capítulo 10 do Evangelho de João; são eles:

1º Somos porteiros:
- O porteiro tinha a função de guardar o templo. Assim, vemos o quanto nós nos assemelhamos a esses porteiros; como nos fala o versículo 3, somos nós os responsáveis para que o Senhor entre como pastor em nossa vida, em nossa história. Uma vez deixando o pastor de nossa vida ser o próprio Senhor, Ele nos guiará para a tranquilidade interior e saberemos como agir nas dificuldades; mas, se formos maus porteiros, acontecerá o que nos diz o profeta Isaías (56, 9-11):
“Feras selvagens, venham comer, feras todas da selva: os guardas estão cegos e nada percebem, são cachorros mudos incapazes de latir; sonham deitados e o seu prazer é dormir; são cachorros com fome insaciável; são pastores, mas não são capazes de entender; cada um segue seu caminho e procura seus interesses.”

    Agimos por nossas próprias forças e sabemos quão limitados somos; por isso, vamo-nos perdendo naquilo que achamos ser o certo, perdendo-nos em nossas paixões.

2º É preciso sair do comodismo:
    Quando Jesus nos conduz, quando Ele é nosso Pastor, como vemos no versículo 4, do capítulo 10, Ele nos guia para a libertação, não nos quer presos; por isso, no versículo 4, lemos: “Depois de fazer sair todas as suas ovelhas, ele caminha na frente delas; e as ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz”. Ele nos tira da situação de prisão, escravidão, causada pelo nosso comodismo. Hoje, as pessoas já estão acostumadas a viver situações de pecado, de vício...; hoje, tudo é normal, essa normalidade cada vez mais tem aprisionado nossos jovens no sexo, na droga; essa normalidade tem banalizado as mulheres nos comerciais, nos programas de TV...
    Quando assumimos o Senhor como o nosso Pastor, Ele nos chama a sair dessa situação, para nos entregarmos às suas mãos, numa vida nova. Por isso é importante clamarmos que Ele olhe por nós, cuide de nós; acaso, não foi isso que aconteceu com o povo de Israel?
    Vemos em Êxodo 2,23: “Os filhos de Israel gemiam sob o peso da escravidão, o seu clamor chegou até Deus”. O clamor chegou até Deus; e Deus chamou quem para cuidar do povo? Moisés, um pastor, para libertar o povo da escravidão. Moisés era pastor do povo, mas o próprio Deus era quem conduzia as ações de Moisés; todas as decisões de Moisés vinham do coração, do desejo de Deus.
    Moisés reconhecia que Deus era o seu SENHOR, e isso vemos claramente em Ex 4,10: quando Deus o chamou, Moisés respondeu: “Meu Senhor e meu Deus”; ali, Deus lhe garantia que seria um Deus com ele, ajudando-o a libertar o povo.
    Os israelitas andaram 40 dias e 40 noites pelo deserto, guiados por Moisés, mas, principalmente, guiados pela mão de Deus, que em nenhum momento os abandonou. O povo andou todo esse tempo e foi liberto. O mesmo acontece conosco: caminhamos para nossa libertação e, tanto quanto o povo, encontramos dificuldades e queremos voltar; porém, basta-nos clamar, acreditar no poder de nossa oração e na oração de nossos irmãos, bem como viver em comunidade, para sentirmos que Deus está conosco e, assim, continuarmos nossa caminhada de cabeça erguida.

3º Relação pastor – ovelha:
    No versículo 14, Jesus diz: “Eu sou o bom Pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem”. O verbo conhecer, na Bíblia, é um verbo carregado de sentido, significando intimidade, conhecimento profundo.
    No versículo 3, vemos que o pastor chama cada uma das ovelhas pelo nome; somos chamados pelo nome, apenas por quem nos conhece e nos ama. Nossa Senhora aprendeu bem esta lição; é tão bonito quando ela aparece ao índio Juan Diego, aqui na América Latina, e o chama pelo nome, e ainda, de maneira carinhosa, quando ele passa pelo monte, ela lhe diz: “Dieguito”. Isso é demonstração de carinho, intimidade...
    Adão dava nome às espécies, como vemos em Gn 2, 19-20; mas, aqui, no Evangelho de João, notamos a presença de um pastor que não chama pela espécie, senão diria ‘humana’. Ele chama na segunda ou na terceira pessoa do singular: tu/você. Chama a sua pessoa, chama-o (a) de maneira individual. Isso é claramente visto em Isaías, capítulo 43, versículo 4: “Você é precioso para mim e eu O AMO”.
    O chamado dos discípulos também é elucidativo. Em Mateus (4,18), Jesus, andando, viu dois irmãos e lhes disse: “Sigam-me”. Do mesmo modo que Ele foi chamando os que quis, assim nos ama porque quer – seu amor por você e por mim, por nós, é tão grande que, quando Ele reuniu os discípulos, para enviá-los em missão, o que lhes disse? – “Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10,6).
    Veja: Jesus, como o bom pastor, ama você, e, hoje, o (a) convida para voltar para os seus braços, para deixar-se guiar por ele. Pode ser que você esteja perdendo tudo na sua vida material, talvez a esperança esteja acabando... Repouse, agora, nas águas tranquilas (como rezamos no salmo 22/23), acalme seu coração, para que você encontre caminhos alternativos, descanse nos braços do Pastor e, assim, tenha forças nas lutas.


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Em breve trarei um texto sobre a missão, mas enquanto isso, você pode comentar esse texto do bom pastor. Fico no aguardo! Deus o abençoe!!
Coragem!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Feliz 2011

Olá, pessoal;
Paz e bem!
Estou chegando hoje de missão, em breve começarei a publicar alguns textos para nossa reflexão nesse ano de 2011!
Fiquem com Deus!
Coragem!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TUSCA = Tornar-se um Sem Cérebro Agora.

Vocês já ouviram falar em TUSCA? O que significa? Digo-lhes: Taça Universitária de São Carlos. É um evento esportivo que une atletas da USP e da Ufscar para competirem diversas modalidades esportivas. Pois bem, a TUSCA deveria ser chamada: “Torne-se Um Sem Cérebro Agora”. Porque, para fazer o que muitos fazem lá, só não tendo massa cefálica. Junto com o esporte, vem também a arruaça realizada pelos mais de 20 mil universitários que participam do evento. Nessa TUSCA, além dos esportes, você leva dentro do pacote: muita música, shows, bebida, droga, sexo, curtição! Uhuuul, que maravilha! É isso aí!
Essa é a educação que você sempre sonhou para as pessoas de seu país, inclusive para seus parentes, não é?
No site oficial da TUSCA, nós podemos conhecer um pouco da história, e lá diz-se que: “A TUSCA, Taça Universitária de São Carlos, é um torneio que está em sua 31ª edição e teve início na década de 70, sendo, desde lá, um acontecimento que mobiliza toda a cidade de São Carlos”.
De fato, a TUSCA tem mobilizado a cidade de São Carlos, bem como tem deixado sua população perplexa diante de tamanha baderna realizada pelos futuros profissionais de nosso país. O esporte é muito saudável e penso ser uma banalização do mesmo promovê-lo em meios tão deturpados como é a TUSCA (atualmente, falando no seu sentido não esportivo, mas pelas festas promovidas pela mesma). Um esporte prioriza a vida, e, como atleta, posso assegurar que, em um campeonato e/ou torneio, não é permitido aos atletas o uso de bebida alcoólica, nem tampouco algum tipo de droga ou coisas do gênero. O que vemos na TUSCA? Universitários bebendo, enchendo a cara e contribuindo, cada vez mais, para um mundo capitalista e consumista. Tudo isso em nome do esporte? Em nome do esporte fazem arruaça e enchem os bolsos (de maneira suja e perversa) dos comerciantes da cidade de São Carlos?
Por que, para tão grande evento esportivo, não há uma conscientização, por parte dos participantes, do quão importantes são suas vidas, bem como suas capacidades cognoscitivas? Para onde caminha nossa educação? Nas mãos de quem está o futuro de nosso país? Ao me deparar com a TUSCA, apenas faço a seguinte pergunta: esses muitos universitários envolvidos na TUSCA apenas por diversão e bagunça, qual será a ética profissional que respeitarão?
Não desmereço os alunos que estão na TUSCA para levarem um troféu e se divertirem de maneira saudável, competindo não pelo simples fato de ganhar, mas sim pela interação e oportunidade de troca de conhecimento estimulada por esse tipo de competição.
Universitário bom não é aquele que bebe e faz sexo enquanto cursa algo na universidade; mas sim é aquele que aprende algo no que cursa, para colocar à disposição do povo que, de maneira indireta, investe e contribui para a formação de cada intelectual.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jovem: uma pedra de tropeço?

Muito me preocupo com a evangelização de nossos jovens. Já nos dizia o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil: “eles estão como ovelhas sem pastores”, eles precisam encontrar em nossas comunidades um espaço para manifestar aquilo que pensam e colocar ali, em comum, seus sonhos, projetos, enfim, sua criatividade.
Falo isso por experiência própria. O jovem encontra na comunidade a família que talvez ele não tenha em casa, o amigo que ele não tem na vida, daí a importância de o tratarmos bem, entendendo-o e ajudando no que for preciso para que ele encontre um caminho seguro.
Estou ciente das dificuldades que se encontram ao se trabalhar com a juventude. Às vezes, decepcionamo-nos muito, mas eles também possuem o direito de errar – cabe a nós ajudar e fazê-los fugir do erro. Foi pensando nessa dificuldade de evangelizá-los que resolvi escrever este artigo e relatar nele um sonho de Dom Bosco, pai e mestre da juventude. Espero que este sonho lhe ajude na orientação dos jovens de sua comunidade.
Sonho de Dom Bosco entre 1871 e 1872, retirado do livro “Dom Bosco”, de Terésio Bosco, editora Salesiana:
"Pareceu-me estar numa região selvagem, totalmente desconhecida. Era uma planície imensa, inculta. Nela não se viam nem montes, nem colinas. Nas longínquas extremidades, porém, erguiam-se montanhas fragosas. Vi turbas de homens que a percorriam. Estavam quase nus. Sua estatura era extraordinária e o seu aspecto, feroz. Tinham cabelos hirsutos, longos, bronzeados, escuros. Vestiam apenas folgados mantos de peles de animais, que lhes desciam nos ombros. Por armas usavam uma lança comprida e funda.
Essas tribos dispersas ofereciam aos olhares cenas variadas: uns corriam dando caça às feras; outros caminhavam levando, enfiada na ponta das lanças, carne a sangrar. Uns lutavam entre si; outros com soldados vestidos à europeia. O chão estava semeado de cadáveres. Àquele espetáculo eu fremia...
Senão quando surgem da extremidade da planície muitas pessoas: pelo modo de vestir e de agir compreendi que eram missionários de várias Ordens. Vinham para pregar aos selvagens a religião de Jesus Cristo. Fixei-os atentamente, mas não reconheci ninguém. Foram para o meio daquela gente, mas os bárbaros, apenas os viram, lançaram-se contra eles e os mataram, espetando os macabros troféus na ponta de suas longas lanças.
Depois de ver aquelas cenas terríveis, pensei comigo mesmo: “Como fazer para converter essa gente tão brutal?
Nesse instante, vi ao longe um grupinho de outros missionários que se aproximavam alegremente dos selvagens, precedidos de multidão de jovens. Eu tremia pensando: ‘essa gente quer morrer!’. Aproximei-me deles. Eram padres e clérigos. Olhei-os com atenção, e vi que eram nossos salesianos. Aos primeiros eu conhecia. E, embora não pudesse reconhecer pessoalmente muitos dos que lhe vinham depois, tive certeza absoluta de que também eles eram missionários salesianos.
‘Como possível?’, pensei comigo mesmo. Quisera não prosseguissem. E estava ali para detê-los: temia que, de repente, lhes coubesse a mesma sorte que aos primeiros missionários. Mas notei que a sua presença causava alegria a todas aquelas tribos de bárbaros. De fato, abaixaram as armas. Depuseram toda a ferocidade. Acolheram os nossos com todas as demonstrações de cortesia. Maravilhado, dizia comigo: ‘Vamos ver como tudo isso vai acabar!’. Vi que os nossos missionários se aproximavam daqueles selvagens, os instruíam: e eles ouviam com prazer a sua palavra. Ensinavam e eles aprendiam com interesse. Admoestavam e eles aceitavam e punham em prática suas admoestações.
Quedei-me a observar: os missionários recitavam o Terço e os selvagens o rezavam com eles. Instantes depois, os salesianos foram para o meio da turba, que os rodeou. Ajoelharam-se e os selvagens, depostas as armas, também se ajoelharam. E eis que um dos salesianos entoou o canto: Laudate Maria, o lingue fedeli (louvai a Maria, ó línguas fiéis) e todas aquelas turbas a uma só voz, continuaram o canto com tanta força que eu, meio espantado, acordei."

Anos mais tarde, Dom Bosco teve a confirmação de seu sonho concretizando-o na América do Sul.
Caríssimos, ao ler esse sonho pude sonhar com uma evangelização possível aos jovens de nossas comunidades. Muitas vezes, são eles os selvagens, duros, incrédulos, entregues a tantos outros deuses. Cabe a nós imitarmos os passos de Dom Bosco, sua alegria, seu amor pela juventude, pois, só assim, iremos saber ouvir a nossa juventude e também conseguiremos ser amigos dos jovens. Somente desta maneira, acredito eu, através da amizade, podemos evangelizar nossa juventude. Reflita mais sobre esse sonho de Dom Bosco. Tenho certeza que encontrará um meio de evangelizar os inúmeros jovens que ainda estão entregues às drogas, vícios, ou seja, a uma vida ao léu. Mais do que falar do Evangelho é preciso sê-lo aos jovens.
''Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados...
Que, sendo amados nas coisas que lhes agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhes agradam...'' (São João Bosco)
Rogo a intercessão de Dom Bosco e de Maria Santíssima sobre nossos jovens. Que a intercessão chegue ao coração de Jesus, derramando sobre nossas juventudes alegria verdadeira e discernimento, para seguirem os caminhos do Senhor.
Robson Luiz Caramano de Camargo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amar?

Ultimamente o Brasil pôde assistir ao "desfecho" do "caso Bruno". Dos acusados, quase todos foram indiciados. Não é a primeira e nem a única vez que no Brasil, alguém morre ou alguém mata por causa de um relacionamento amoroso. Seria mesmo algo amoroso? Há tempos grade parte dos homens esqueceram-se do que é o amor.
Hoje, em nome do amor, há quem mate, roube, morra. Sou da opinião que a vida é uma escola, como diria a música "Tal Liberdade". No "caso Bruno", não muito diferente do "caso Eloá", aprendemos, ou melhor, notamos qual o perfil da sociedade hodierna (moderna).
Cada vez mais a sociedade, e as pessoas que dela fazem parte, estão preocupadas com a realização pessoal:"Eu quero ser feliz". Muitas vezes, ou quase sempre, esse desejo nos cega, fazendo com que nos fechemos em nós mesmos, incentivando, assim, um egoísmo ou egocentrismo como pano de fundo da realidade em que vivemos.
O egoísmo faz com que o "eu" anule o "tu" (o outro, meu irmão). Afinal, o que importa é a minha felicidade. Isso não é amor! Amar implica cuidar, querer bem; portanto, amor é uma palavra benéfica, que apenas contrói quem a usa e a vive.
Notamos, assim, que os episódios medonhos acerca dos maus relacionamentos amorosos, os quais pudemos presenciar, são as caracteristicas de um não amor, revelando-nos que as pessoas não sabem o que é amor e tampouco sabem como amar.
Fraternal abraço
Até o próximo artigo em breve!
Coragem!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Deus fala através da Juventude

E tem gente que ainda não acredita na força do Jovem, veja que beleza, Deus fala pelos jovens! Leia a letra dessa música feita por uma jovem que foi missionária na semana missionária em Julho. Paty, obrigado pela homenagem, obrigado pela amizade e parabéns pela criatividade e pela composição! Só pra constar: já pode gravar! hehe
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"Tem coisas que a gente não esquece
Nem se esquecer
São momentos únicos na vida
Você vai perceber

Basta fechar os olhos e lembrar
De tudo que aconteceu naquele lugar
Aprendi tanta coisa,
Vi pessoas vivendo com tão pouco, e eu, aqui a reclamar
Subi em morros que eu nunca imaginei
Vi casa que nunca sonhei
Mais eu estava lá.

Conheci uma família
Fiz amigos de verdade
Em uma semana
Naquela cidade
Sentimentos inexplicáveis
Não sei nem como falar
Os sorrisos de crianças
Querendo brincar

Vi a força de Deus agir
Demorei mais percebi
Como é bom ter o senhor aqui

E como é uma força maior
Me deu forças quando eu cai
E no seu colo caminhei por ai
Agradecendo a Deus por tudo que me deu
Os amigos que eu fiz, as pessoas que eu fiz sorrir
A família que eu tenho aqui,
Vi pessoas vivendo com tão pouco, e eu, aqui a reclamar
Subi em morros que eu nunca imaginei
Vi casa que nunca sonhei
Mais eu estava lá.

Conheci uma família
Fiz amigos de verdade
Em uma semana
Naquela cidade
Sentimentos inexplicáveis
Não sei nem como falar
Preciso sempre de vocês,
Aqui ou em qualquer lugar."
(PATRÍCIA COLOMBO)
Confiram o clip

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Na semana missionária descobri que......

Olá, amigos, estive meio distante de vocês, mas hoje venho pra deixar aqui algo especial, na semana passada estive em missão na cidade de Socorro, SP. Lá formei uma nova família, e neles descobri um pouco mais do jeito de Deus para comigo.
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Hoje descobri um pouquinho do jeito de Deus.
Deus tem o jeito meigo da Paty;
Tem a seriedade do Pedro;
A voz da Giovana Marinho;
A serenidade da Giovana Sequera;
A pureza da Rita;
A acolhida da Gabi;
A preocupação paterna do Caia;
O amor materno da Cris;
A disponibilidade do Vitor;
O olhar que transmite confiança do Everton;
A espontaneidade da Roberta;
A paciência do Federmam;
A paz transmitida pela Bruninha;
A alegria do Francisco;
A sinceridade do Fernando;
O desejo de estar junto do Luiz;
A proatividade da Letícia;
O jeito jovem de ser da Amanda;
A tranqüilidade da Nice;
A grandeza e o carinho do Rafael;
O sorriso da Isa;
E todos me mostram o quanto Deus é bom, amigo, e fiel, porque há em todos a marca da bondade, amizade e fidelidade de um Deus que me ama, que me gosta!
Obrigado família! Amo e gosto muito de vocês, obrigado por tudo!!!
Fraternal abraço,
Robinho.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Homenagem a um amigo

Olá pessoal, recentemente perdi um grande amigo-irmão, como não pude ir à missa de sétimo dia eu escrevi essa carta para a comunidade, espero que gostem e aprendam o exemplo que esse homem de Deus deixou!
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São Carlos, 22 de junho de 2010
Estimados irmãos em Cristo,
Paz e bem!
Por ocasião dos compromissos que assumi neste final de semestre não pude estar com vocês para celebrar essa missa de sétimo dia de nosso irmão-amigo Aluysio. No entanto, quero que saibam que estou unido, a vocês, em comunhão e na oração, por isso escrevi uma singela mensagem:
“As pessoas sempre deixam um pouco delas dentro de nós; na verdade não perdemos amigos ou pessoas, mas descobrimos o quanto deles havia em nós... o que construímos é o que fica...
O Aluysio ou o ‘Lu’ como, carinhosamente, nós o chamávamos, partiu dessa vida temporal, mas deixou dentro de cada pessoa que com ele conviveu a alegria de servir ao Senhor e a sede pela santidade.
Lembro-me quando ele e a Rosana tinham um grupo que se chamava ‘sementinha’... Eu fiz parte desse grupo! Hoje ando pelas cidades e grupos espalhando o que deles um dia recebi. Se eu pudesse resumir todo o trabalho do Aluysio em nossa paróquia diria que foi uma pessoa que plantou sementes! Sementes que não podem deixar de ser semeadas a partir de agora; sementes de alegria, esperança e superação. O Aluysio foi ao céu cuidar e interceder pelas plantas que um dia plantou: eu e vocês amigos e irmãos. Tenhamos, pois, a certeza de que ele está a interceder por nós junto a Jesus.
Quem não gostava de ir às missas das 9h15 só para vê-lo tocar teclado e gaita, ou para ouvir a maneira maravilhosa como cantava?
Pois bem, talvez não o vejamos mais nesta vida, porém, o seu som jamais deixará de embalar nosso coração gerando em nossa vida um cântico de agradecimento e de carinho por um homem, um pai, um amigo, um irmão, que passou em nossa vida e semeou sementes de santidade e de amor.
Obrigado Aluysio, que o Senhor lhe acolha no céu; e a nós, que cá ficamos, possamos ver em sua pessoa alguém que não mediu esforços para trabalhar pelo reino, doar-se pela comunidade e levar Jesus a muitos corações!”
Sem mais, quero desejar, aos familiares e amigos, força e coragem, bem como dizer-lhes que podem contar com minhas orações e amizade.
Deus lhes abençoe e que Maria os auxilie sempre!
Fraternal abraço,
Robson Luiz Caramano de Camargo.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meios de comunicação ou meios de alienação?

A mídia atual comemorou no dia 05/05, o Dia Nacional das Comunicações. Normalmente, quando alguém comemora seu dia de aniversário, há festa, presentes etc. O que merece a mídia?
Seria injusto da minha parte, incorrer no memsmo erro da mídia: generalizar as coisas. Existem muitos meios sérios de comunicação; no entnato, há também aqueles cujo objetivo não é educar para a justiça nem tampouco para a vida.
Muitos meios de comunicação, dentre os quais o mais "perigoso" é a televisão, têm como objetivo o interesse da maior audiência; para tanto, expõem a público as fraquezas das pessoas mais influentes da sociedade.
Quando não deturpam a imagem de uma instituição, (Como temos percebido atualmente), usam as fraquezas dos pobres para torná-los "palhaços" diante do "picadeiro" dos estúdios.
O triste é saber que grande parte da população aplaude, em pé, tais fatos, e acaba por legitimar uma mídia conspurcada (suja).
Na tentativa de responder à pergunta feita no primeiro parágrafo deste texto, eu diria que não sei qual presente a mídia merece. Você, o que daria? Mais ética, mais humanidade...seria um bom presente talvez.
O que eu poderia dar aos meios de comunicaçã? Ainda preciso pensar, com um pouco de calma, porém sei o que muitos deles têm oferecido a nós...Exalto os programas e meios educativos, mas é, com pesar, que, ao parabenizá-los, saúdo também, alguns meios que são tão depravados e meros consumidores de dinheiro.
É urgente a necessidade de termos uma mídia livre de corrupção, livre de todo e qualquer ato antiético. Lutemos por uma sociedade cujos membros se empenhem por formar cidadãos críticos e não pessoas "critiqueiras".

Robinho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deus cuida de nós através de seus representantes.

Sei que é difícil consentir com o título acima, porém esse é um texto que publiquei na revista da comunidade católica de aliança e vida: Alpha e Ômega. Deixo as atuais discussões para o proximo artigo que será postado em breve.

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Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração

É antiga a visão de que Deus tem por cada um de nós um amor eterno, um amor que vai além de nossa aparência e nosso pecado, um amor misericordioso. É por conta desse amor que Ele não nos deixa desamparados.

Sempre me admiro com as passagens do Antigo Testamento,nas quais Deus se relacionava com seu povo e ainda mais no Novo testamento quando o próprio Deus vem até nós e nos mostra a maior prova de amor.

No livro do profeta Jeremias Deus diz ao povo: “Vos darei pastores conforme o meu coração, que vos apascentarão com conhecimento e prudência.” (Jer. 3, 15) Deus promete ao povo dar-lhes alguém que cuide por Ele, eis então a função do pastor, ser para o povo expressão do amor divino.

O desejo do Pai é que tenhamos sempre mais pastores segundo o seu coração de Pai e não de acordo com o coração dos homens, trazemos em nós interesses pessoais positivos e negativos, por isso, seria um perigo formarmos pastores segundo o nosso coração.

Todo o ensinamento bem como o aprendizado é um discipulado no qual mestre e discípulo conhecem, aprendem e experimentam juntos, o amor de Deus para com eles, e é isso que faz com que o mestre forme e eduque seu discípulo não alicerçado no seu próprio pensamento, mas naquilo que é o desejo do Pai. Por isso o formador deve ser dócil a voz do Espírito Santo, pois assim sempre cumprirá com a vontade de Deus.

Ser pastor implica ser possuído pelo amor de Deus e acreditar que o Pai lhe confia um rebanho e esse rebanho deve ser amado, respeitado e sobre tudo conduzido para uma libertação, para o encontro com o Criador. Neste ponto convido você, caro pastor, a refletirmos como tem conduzido suas ovelhas, o rebanho que o Senhor lhe confiou?

São questionamentos que mexem conosco, porém podem ser respondidos tranquilamente quando nós, pastores ou ovelhas, temos pelo Senhor um amor que preenche nosso vazio e nos conduz sempre mais à perfeição, à eternidade.

Talvez o questionamento que surge é, quem são os pastores? Na tentativa de responder-lhe diria que, os pastores hoje são todos aqueles e aquelas que estão a frente de um povo, são os padres, bispos, diáconos, religiosos e religiosas e tantos outros leigos e leigas consagrados ou não que tem por missão zelar por um povo, um rebanho que o Senhor os confiou.

Apresentado isso podemos prosseguir em nossa reflexão e para tanto quero recordar quando certa vez fui me despedir de uma jovem e ela me disse:

- Se cuida viu, os operários são poucos, mas os que são possuem um valor imenso!

O povo espera muito dos pastores e eis um grade perigo para eles, pois se não estiverem de acordo com o coração de Deus irão enganar o povo e fazê-los sofrer. Ao mesmo tempo que é um perigo é um convite para sempre mais estarem de acordo com o desejo do Pai.

Toda essa reflexão que possa ter parecido ilusória de mais pode e deve ser concretizada a partir do momento em que tivermos mais pastores conscientes desse amor de Deus para com eles e para com o povo, só assim o pastor será amante de Deus e nada mais importará senão cuidar do povo e amar a Deus.

Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide dos meus cordeiros. Jesus perguntou de novo a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Pedro respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo. Jesus disse: Tome conta das minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: Senhor, tu conheces tudo, e sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide das minhas ovelhas” (João 21: 15 a 17)

E nós? Amamos o Senhor? Então cuidemos de suas ovelhas com toda nossa vida e coração.

Robinho.